Redes Windows. Do Workgroups ao Cliente-Servidor.

Redes Windows. Do Workgroups ao Cliente-Servidor.

Do Windows 3 ao 2016.

Quem está chegando agora no mundo das redes não imagina o quão precário eram as redes locais de antigamente. Não tínhamos nem as conhecidas redes Windows.

Hoje vamos falar das redes locais, não exatamente desde o início, mas de uma época que tenho certeza muita gente da velha guarda vai lembrar. Vamos começar pelos anos 90 com o surgimento das primeiras versões de redes Windows, da Microsoft para sistemas de redes locais. Do surgimento do famoso Windows for Workgroups 3.11 até chegarmos na potente família de servidores Windows Server 2016.

Naquela época não se tinha muita informação sobre redes locais, a maioria do conhecimento estava retido na mão das grandes empresas, fornecedores de tecnologias ou dentro das universidades. Muito diferente de hoje, que podemos ter acesso a todo e qualquer conhecimento através da internet.

Redes de computadores eram assuntos exclusivos das grandes empresas. Com sistemas como Unix e Novell, somente profissionais especializados nesses sistemas estavam capacitados a projetar, implantar e operar as redes. Além da falta de informação ou dificuldade de chegar até ela, o custo era proibitivo para que as pequenas também pudessem usar as redes locais.

Então como as pequenas empresas faziam para compartilhar recursos entre os computadores? Simples. Usavam o famoso protocolo DPC/DPL (disquete prá cá/disquete pra lá). Ou seja, toda informação processada em um computador para chegar até outro computador precisava ser gravada em um disco removível, chamado de disquete, leva-lo até o outro computador, inserir o disquete e ler os dados. Para quem não sabe o que é um disquete, imagine um pen-drive, quadrado, de espessura bem fina, medindo 10cm x 10cm aproximadamente, e que comportava valiosos 1,2MB de dados.

Antes das redes Windows aparecerem

Windows 3.1

Nessa época o MS-DOS  já reinava absoluto entre os sistemas operacionais para computadores pessoais. Eis que então, em meados dos anos 80, surgiu o mais novo sistema operacional da Microsoft, o Windows. Suas versões iniciais nada mais eram que interfaces gráficas montadas sobre o MS-DOS. Não eram multitarefas e nem sonhavam em trabalhar em rede.

Devido a sua flexibilidade de ser instalado em qualquer PC da época e a sua facilidade de uso, continuou como sistema operacional absoluto.

Alguns anos depois, já no início dos anos 90, especificamente a partir de 1992, como sempre com uma visão além de seu tempo, a Microsoft lançou o primeiro sistema operacional com suporte à redes. A famosa série Windows 3.1x. A versão Windows 3.11, trouxe melhorias adicionadas aos sistemas anteriores, como suporte às redes e outras melhorias voltadas ao ambiente de negócios.

Windows for Workgroups

Logo em seguida, lançou uma extensão do Windows 3.1, o Windows for Workgroups

windows .3.11 o inicio das redes Windows

Windows 3.11

3.1 e quase um ano depois, em agosto de 1993, aquele que ficou como o mais famoso da série, o Windows for Workgroups 3.11. Seu codinome original? Snowball. Será mera coincidência ou uma pretensão? A partir daí tudo foi crescendo como uma “bola de neve”.

Apesar de não ser um sistema servidor, isto já dava às pequenas empresas a possibilidade de ter uma rede local, compartilhando recursos como arquivos e impressoras, para ajudar nas atividades diárias.

Nessa época existiam basicamente dois cenários de redes locais, um com um servidor central, normalmente Novell Netware, outro sem um servidor central, com os computadores compartilhando recursos entre si – eram as redes workgroups.

Paralelamente ao projeto do Windows 3.1x, a Microsoft preparava seu sistema cliente/servidor, entrando definitivamente na briga pelo mercado de sistemas

operacionais para servidores. Surgia aí a família de produtos Windows NT. Brigando com os grandes nomes como Novell Netware e Unix Solaris. O nome NT, fazia uma referência à “New Technology” .

Redes windows NT Server

Windows NT Server

Agora os produtos para PC eram divididos em duas categorias: os sistemas operacionais para estações de trabalho (workstations) e os sistemas operacionais para servidores (servers).

A família 3.1x, voltada para as estações, foi sucedida pela família Windows NT e Windows 9x. A partir de 1995, vieram então o Windows 95 e o Windows 98. Que por sua vez foram sucedidos pelo Windows 2000, XP, ME, Vista, 7, 8, 8.1 e 10.

O Começo da Nova Geração

Já para os servidores, a família NT, foi sucedida pela família Windows 2000, a partir de 2000 mesmo. A partir dessa época a Microsoft resolveu tirar a sigla NT de seus produtos. Começa aqui o divisor de águas para as redes locais cliente/servidor.

Com a introdução de novas tecnologias como o Active Directory, GPO´s – para controle das estações – uma interface de configuração gráfica, fácil e intuitiva, e um marketing agresso, cresceu e pôs fim ao Netware.

As empresas passaram a adotar o Windows 2000 Server como seu sistema operacional de rede, extraindo ao máximo o controle sobre as estações de trabalho, com a aplicação das GPO´s e controlando centralizadamente todo o ambiente com o novo serviço de diretório, Active Directory. Outros recursos importantes também foram adicionados, como Servidor de Certificados – para criptografia de arquivos e comunicações – servidores DHCP, DNS, WEB, entre outros.

A partir da versão 2003, foi acrescentado a palavra Server à nomenclatura dos produtos para servidores. Surgiram então as famílias de sistemas Windows Server 2003, Windows Server 2003 R2, Windows Server 2008, Windows Server 2008 R2, Windows Server 2012, Windows Server 2012 R2 e Windows Server 2016. Já na versão 2003, foram introduzidas novas tecnologias como firewall integrado, storage, clusterização, serviços de federação, servidor web aprimorado, entre outros.

O Windows Server 2008 é considerado o segundo maior lançamento da família de servidores Windows. Aumentou ainda mais a robustez e confiabilidade do sistema. A versão Server Core, também foi introduzida a partir da família 2008. Essa versão era totalmente livre da interface gráfica, portanto não trazia recursos como Internet Explorer, nem as ferramentas gráficas de configuração, sendo, portanto, configurado totalmente por linha de comando ou através de uma conexão remota.

A partir da versão 2008 a Microsoft começa a focar nas nuvens híbridas (privada/publica). Preparando seus produtos para a nuvem, introduzindo o seu motor de virtualização, o Hyper-V. Aprimorou a integração dos ambientes locais (on-premisses) com o seu ambiente da nuvem (Microsoft Azure).  Os recursos voltados à cloud continuam sendo aperfeiçoadas nas versões posteriores: 2012 e 2016.

Diferentemente do que muitos especialistas dizem, de que a nuvem pública trará o fim dos servidores físicos instalados nas empresas. Acreditamos que isto não irá acontecer, apesar de estar aumentando o número de empresas que estão migrando total ou parcialmente seus sistemas para a nuvem. Fatores como a velocidade dos links de internet ou requisitos de compliance, podem fazer com que as empresas optem por ter ambientes híbridos. A tendência, ao nosso ver, será a contínua evolução dos sistemas para servidores, com integrações cada vez mais fáceis com a nuvem.


Leave a Reply

Entre em contato

Endereço
São José do Rio Preto-SP

Horário
Segunda—Sexta: 8:00–18:00
Sábado: 08:00–12:00

E-mail

contato@acction.com.br

Urgência e Emergência

(17) 98118-6432

(17) 99741-5185

 

Busca

WhatsApp chat